Tomadas de Posição dos eleitos do CIM na AF de 25/6/2010
Colocado por Ana Mafalda em Sem categoriaTomadas de posição dos eleitos do CIM na Assembleia de Freguesia de 25/06
A última Assembleia decorreu num tom mais crispado do que habitual. O executivo, em particular o Presidente da Junta de Freguesia, depois de 10 anos de abstinência de oposição, aparenta dificuldades crescentes em ser confrontado com as suas próprias promessas eleitorais. De igual forma parece causar crescente irritação qualquer questão sobre temas da vida corrente da Freguesia (em especial aqueles em que é pedida a evolução face a reuniões anteriores). Não podemos deixar de mencionar que também não nos parece correcta a tentativa de evitar qualquer discussão sobre a evolução negativa de algumas das bandeiras eleitorais pelas quais o Movimento se candidatou e foi eleito: a Casa da Cultura e o Centro Escolar. Em bom rigor eram sabidas as limitações que a Junta poderia ter na boa ou má evolução destes dossiês. No devido tempo alertou o CIM para que as promessas de campanha se cingissem à efectiva capacidade de concretização da Junta. A opção populista foi voluntária. Onde para o cartaz da casa da cultura? Também não nos parece correcto trazer para a discussão temas que sendo importantes são totalmente alheios a qualquer capacidade de influência e responsabilidade do Sr. Presidente da Junta (como autarca). Tentar esvaziar a Assembleia – onde o executivo deve responder sobre a sua actividade e apenas sobre esta – com temas importantes mas da competência extra-freguesia e extra-município parece-nos profundamente infeliz se não for feito com genuíno espírito de partilha mas para fustigar os adversários (pois se não era esse o objectivo pelo menos foi essa a actuação). Por outro lado qualquer proposta das oposições tem merecido frontal recusa. A recusa de trabalhar em conjunto para homenagear um grande canense que nos deixou recentemente (por não terem sido os autores da proposta?). A recusa de formar um grupo de trabalho para as questões ambientais que fustigam a freguesia (por desconhecimento?). A recusa de levar a Assembleia de freguesia às povoações para estimular a participação e a percepção dos problemas que as afectam no seu dia-a-dia (por medo de serem escrutinados?)
Posições políticas assumidas:
• Insistência na obtenção de documentos há muito pedidos (levantamento dos terrenos zona industrial, inventário do património da Junta de Freguesia, mapa de pessoal da junta de freguesia, ETC) ;
• Pedido de ponto de situação dos Projectos do Centro Escolar e da Casa da Cultura (Bandeiras eleitorais do Movimento nas últimas eleições);
• Manifestação da intenção de propor a descentralização das Assembleias de Freguesias dando oportunidade a uma maior participação das pessoas;
• Pedido de informação sobre que medidas foram tomadas para evitar novas vagas de poluição na Ribeira da PANTANHA. Foi solicitado empenho e zelo no tratamento deste assunto;
• Pedido de informação sobre a situação da Rua do Farol e das promessas não cumpridas da CMN/Junta na resolução do problema da falta de acessibilidade à habitação de António Rosa Mendes;
• Protesto sobre a “falsidade” da moção do IC 37 aprovada em Reunião de Câmara;
• Pedidos de colocação de sinalética vertical e horizontal na Póvoa de Santo António, tendo alguns destes pedidos vários anos;
• Chamada de atenção para o estado vergonhoso das entradas Norte e Sul de Canas que apresentam desleixo e transmitem uma péssima imagem da Vila;
• Chamada de atenção sobre o desejo público da Dr.ª Maria Natália Miranda ceder o seu espólio à Vila de Canas de Senhorim, tendo sido sugerido à Junta que lidere este processo;
• Voto Contra a alteração de parte da Avenida dos Bombeiros para Avenida dos Combatentes. Sugerido que se pensasse em outras localizações mas que primeiro, como prioridade, se avançasse para a alteração toponímica que permita consagrar um arruamento da Vila à memória do Dr. Edgar Marques de Figueiredo.
CIM – Por que a democracia não se esgota no acto de escolher!
Traga-nos as suas questões. Os eleitos do CIM procurarão com fundamentação, civismo e empenho defender as causas dos canenses.
Queria questionar-vos: sabem qual é o passivo da Câmara Municipal? E deixassem de acusações e apresentassem solução plausíveis, como por exemplo a privatização das escolas do concelho.
Caro Rodrigo
A privatização das escolas do concelho não é uma solução “plausível” porque não é admitida por lei.
Convido-o a assistir a uma Assembleia, ou a comparar programas eleitorais, para ver se são apenas acusações
Ser oposição nas autarquias locais não é fácil. Mas procuramos fazê-lo respeitando a vontade dos eleitores: escrutinando promessas, apontado soluções.
Cumprimentos
Manuel Alexandre Henriques