Entende o CIM que a protecção do Património é uma das tarefas essenciais da missão da Junta de Freguesia.
Assistimos nos últimos anos, em várias situações, a alguma passividade dos nossos autarcas eleitos perante a destruição de património na nossa terra. Que quem constrói queira tirar o máximo lucro dos seus empreendimentos nós compreendemos, embora critiquemos com veemência o espírito do “pato-bravo”. Mas o que não aceitamos, de todo, é que a Junta de Freguesia não actue em defesa dos interesses de todos os canenses.
O que sabemos é que negócios e património são actividades compatíveis e amigas. E cabe às entidades públicas um papel de charneira na dialéctica entre estes dois interesses.
É tempo de promover actividades económicas sustentáveis e respeitadoras do património.
Entendemos por isso que embora a Câmara Municipal de Nelas tenha absolutos poderes no licenciamento das edificações, a Junta de Freguesia deve constituir-se como o primeiro garante da defesa do património e parceiro do Município nesta tarefa. O Património Cultural é da freguesia. Mas também é do Concelho.
O valor imaterial do património é um importante elo de ligação das gerações presentes com as vindouras. É a nossa história colectiva que está em causa. Em matéria de defesa do património cultural o CIM propõe:
1) Dar novo impulso às publicações da freguesia sobre o património existente, recorrendo à “prata da casa”;
2) Promover junto das Escolas acções de divulgação do património cultural existente para um maior conhecimento dos mais jovens sobre a sua terra;
3) Integrar os roteiros patrimoniais da freguesia nos roteiros turísticos regionais;
4) Dar novo impulso à Sala Museu dos Bombeiros Voluntários, em diálogo com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários e demais entidades públicas e privadas com responsabilidades neste espólio;
5) Dignificar a história industrial da freguesia, dando-a a conhecer aos mais jovens;
6) Recuperar e valorizar os espaços arqueológicos existentes na freguesia;
7) Redefinir com o Município um novo procedimento de consultas em matéria de urbanização e edificação de forma a evitar danos irreversíveis como os que sucederam na Villa Romana do Fojo;
8) Apoiar todas as entidades públicas e privadas da Freguesia em acções que directa ou indirectamente promovam a preservação e divulgação do património cultural;
A nossa Freguesia merece mais!