Por motivos sobejamente conhecidos o tema da corrupção voltou a invadir o nosso espaço de comunicação.O problema é o de sempre: confusão entre a esfera pública e privada, favorecimento de interesses particulares e abuso de poder.
Entendemos que mesmo numa eleição para a Assembleia de Freguesia, por uma questão de cidadania, não poderíamos passar ao lado deste tema. É nossa intenção, caso venhamos a merecer a confiança da população, fazer dele uma bandeira eleitoral.
Entendemos que é legitimo pedir aos eleitos locais mais do que a boa gestão da coisa pública. Deve-se exigir-lhes que esta gestão seja feita de forma totalmente transparente. Na Gestão da Coisa Pública não basta ser sério tem também de se parecer. Desta forma parece-nos fundamental, neste mandato, aplicar as seguintes medidas (de transparência):
1) Criar um banco local de fornecedores para garantir de que o único critério para adjudicação de prestações de serviços à Junta de Freguesia é o melhor preço. Pese embora a generalidade das despesas da Junta de Freguesia sejam feitas por ajuste directo, serão convidados todos fornecedores a fazer parte deste “banco de consulta”, por forma a apresentarem, em todas as intervenções do seu âmbito de actuação, as suas propostas de prestação de serviços. Com isto moraliza-se o destino do dinheiro público, combatendo-se o amiguismo e a suspeição de favorecimento.
2) Divulgar junto da população, anualmente, de forma detalhada as receitas e as despesas da actividade corrente;
3) Divulgar na página da Internet da Junta de Freguesia (a criar) o orçamento e as grandes opções do Plano;
4) Facilitar a consulta pela população de documentação relativa ao dia-a-dia da Junta de Freguesia nos termos da Lei de Acesso aos Documentos Administrativos.
A nossa freguesia merece mais!!